Contraf-CUT e Caixa discutem promo‡äes

(São Paulo) A Contraf-CUT e a Caixa Econômica Federal voltaram a debater nesta quinta-feira, dia 7, os critérios de promoção de cargos técnicos, de assessoramento e de avaliadores de penhor. Durante a negociação, realizada em Brasília, também foram discutidas questões que envolvem o Saúde Caixa.


Para os cargos técnicos e de assessoramento, a Caixa propôs a utilização do resultado do Gestão por Competência (GPC), sistema que é utilizado anualmente para avaliar o desempenho dos empregados.

 

Para Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, o procedimento é seguro, já que permite ao empregado ser avaliado por ele mesmo e por colegas indicados por ele, além do gestor. “Entendemos que o critério, de uma forma geral, satisfaz. Embora seja subjetivo, ele consegue avaliar o empregado de forma equilibrada”, afirmou Plínio.

 

Avaliadores de Penhor
A discussão sobre os critérios de promoção dos avaliadores de Penhor foi um pouco mais complexa. Na negociação anterior, a Caixa já havia apresentado proposta onde a avaliação do gestor era determinante em relação à promoção, o que poderia causar injustiças porque um empregado tecnicamente capacitado poderia ser excluído por questões pessoais.

  

As críticas foram apresentadas e a Caixa anunciou que está mudando a sistemática, aplicando pesos diferenciados na avaliação objetiva (avaliação funcional) e na avaliação pelo gestor, na proporção de 60% a 40%, respectivamente.

A proposta da Contraf-CUT é de que esta proporção seja de 70% para 30%. A Caixa ficou de avaliar e dar a resposta na próxima semana.

 

No início de 2007, de acordo com o negociado na Campanha, serão criadas 180 vagas de avaliador nível sênior, com data de referência em janeiro. O critério de nomeação, além das duas etapas, incluirá também a questão da formação específica, levando em conta a experiência que o empregado tenha como instrutor de penhor, orientador e cursos – exceto o básico de avaliador de penhor. Para cada vaga, concorrerão dois empregados e quem não for classificado  vai compor um banco de habilitados para ocupar vagas que serão ciradas futuramente.

Saúde Caixa
Nos dias 23 e 24 de novembro, o Conselho de Usuários do Saúde Caixa reuniu-se para avaliar o desempenho do plano em 2006 e discutir eventual necessidade de reajuste para 2007. Como o Saúde Caixa está há quase dois anos sem o processamento das informações, os valores apresentados foram, pelo segundo ano consecutivo, projetados, dificultando uma análise precisa.

 

Por isso, os representantes eleitos, embora tenham avaliado algumas alternativas, remeteram a discussão para a mesa de negociação permanente. Na reunião desta quinta-feira, os bancários colocaram o tema em pauta.

 

A Contraf-CUT cobrou da Caixa providências urgentes para regularização do sistema de informações. O banco informou que já formalizou a contratação de empresa de informática e se comprometeu a reverter o problema até meados de 2007.

A Contraf-CUT também cobrou outras pendências já abordadas em negociação no mês de agosto deste ano, como a resolução das dívidas impagáveis do antigo PAMS (Programa de Assistência Médica Supletiva); a efetivação de comitês de acompanhamento, de credenciamento e descredenciamento de profissionais e empresas, nos estados; a criação de canais de comunicação direto do Conselho com os usuários(boletins, e-mails) e o desenvolvimento de uma campanha de valorização do Saúde Caixa. Outra questão importante é a retomada dos débitos das participações, que deverá acontecer quando o problema do sistema for resolvido. A Contraf-CUT quer negociar esta pendência, com o parcelamento das dívidas sem pesar muito nos salários dos empregados.

 

A Caixa comprometeu-se a discutir todas as propostas no âmbito da Gesad para sua implementação.

 

Sobre as contas do Saúde Caixa, a Contraf, encampando a proposta orientada por seus representantes no Conselho, informou à Caixa que nossa posição é de manter a contribuição mensal do grupo familiar em 2%. Quanto ao valor do teto, hoje em R$ 1.200, aplicar a inflação médica projetada (14%) mais 7%, que é o índice que está sendo negociado e deverá ser implementado a partir de janeiro na tabela médica. Perfazendo, assim, 21% e elevando o valor para R$ 1.452. Pela proposta da Caixa, esse valor subiria para R$ 1.700.

 

Já em relação à mensalidade do dependente indireto, foi discutido que o atual valor (R$ 42,32) está completamente fora da realidade de mercado, principalmente se considerarmos que grande parcela dos beneficiários está em idade mais elevada e custam mais ao plano. O estudo atuarial mostra que estes beneficiários hoje têm grande impacto no desempenho do Plano e indica a necessidade de atualizá-lo para R$ 140. A proposta da Contraf é de aplicar 50% desse valor, elevando para R$ 70.

 

“Temos a responsabilidade de manter a sustentabilidade econômica do plano, portanto os reajustes são inevitáveis. Porém a Caixa não tem mostrado a mesma responsabilidade, permitindo a não atualização contábil já há quase dois anos. Vamos esperar que o compromisso assumido seja efetivamente cumprido para que nossos representantes no Conselho possam de fato acompanhar o desempenho recebendo os balancetes atualizados a cada mês”, afirmou Plínio.

 
Outros assuntos
Com relação ao RH008, cujo prazo para readmissão encerrou-se em 14/11, a Caixa informou que foram recebidos 73 termos assinados por demitidos pela extinta norma e 15 delas já homologaram seu retorno à empresa.

Os representantes da Contraf comunicaram à mesa de negociação denúncias recebidas de que alguns gestores estão pressionando os empregados a cumprirem as horas da greve, dizendo que se não cumprirem até 31/12, as horas serão descontadas. A Caixa comprometeu-se a orientar mais uma vez de que não haverá desconto.

 

Fonte: Contraf-CUT e Fenae

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